De um modo geral, estes meses costumam ser ótimos em Portugal sob vários aspetos, apesar de confessar que prefiro outubro e novembro. Mas o que direi neste post aplica-se a ambas as épocas, por isso, tome notas...
O aspeto mais importante tem a ver com o tempo, o frio e chuva do inverno já partiram e ainda não chegou o calor tórrido do verão. Há, claro, exceções, dias mais frios ou chuvosos ou, em certas zonas, demasiado ventosos. Mas, de um modo geral, temos o tipo de dias em que apetece sair de casa e gozar um pouco a vida.
Há ainda uma outra vantagem. Apesar de atualmente o nosso país receber turistas durante todo o ano, em menor ou maior quantidade, a grande onda continua a ser em julho e agosto, acrescida das férias da nossa gente. É realmente um período onde, para onde quer que vamos, encontramos multidões.
Mas ainda falta um mês e meio, por isso que tal aproveitar esta pequena época tão favorável?
Em posts anteriores já falei na necessidade de quem “vai para novo” sair de casa, fazer exercício, manter a mente ágil. Que tal pôr isso em prática neste período?
Não se trata de nada muito complicado, um pequeno passeio diário na sua zona de residência é quanto basta para começar. Só que... não à toa.
Apesar da temperatura moderada, comparada com a do verão, em muitas zonas do nosso país o tempo aquece bastante a partir das 10 da manhã. Sendo assim, se tenciona dar um passeiozinho matinal tente fazê-lo antes dessa hora ou, então, ao fim do dia.
Mas se por acaso tem algum jardim ou parque perto de casa, pode muito bem ir até lá depois do almoço, por exemplo, para ler um pouco, fazer malha, ouvir música, enfim, relaxar um pouco ao ar livre. E, acredite, há mais espaços verdes do que parece à primeira vista. Por exemplo, descobri recentemente que o que pareciam cadeias de prédios na zona onde vivo escondem, por trás, pequenas áreas relvadas e com alguns bancos onde se está muito bem.
Já agora, se o seu passeio é um pouco mais extenso, tipo uma pequena caminhada, não se sobrecarregue com coisas. Basta uma pequena bolsa, de preferência a tiracolo, com o telemóvel, a chave de casa e, talvez, a carteira ou, pelo menos, algum dinheiro. É quanto basta.
É claro que se sai mais a meio do dia, será conveniente levar uma pequena garrafa de água. É que a desidratação pode ser um problema sério a partir de uma certa idade e este é um daqueles casos em que mais vale prevenir.
Outro apetrecho indispensável, pelo menos a partir das 9 / 10 da manhã, um chapéu. Pode escolher um bonito ou usar um mero boné, mas cubra a cabeça. Já agora, um chapéu de abas tem a vantagem de dar sombra a toda a cara... E recomendo que lhe aplique um elástico para que não voe com alguma inesperada rajada de vento – sim, pode ser menos estético, mas perder chapéu atrás de chapéu é certamente bem pior.
E já que estamos a falar de caminhar, para muitos o uso de uma bengala é sinal de velhice e algo a evitar o máximo de tempo possível. Só que em muitos casos pode ser um acessório muito útil para dar alguma confiança, sobretudo se a zona onde reside tem os passeios em muito mau estado ou se há obras. Pode sempre tentar adquirir uma dobrável que só tira da bolsa quando for precisa. E, acredite, pode ser a diferença entre uma caminhada agradável e um trambolhão com consequências mais ou menos más.
Quanto a óculos do sol e protetor solar, bom, depende muito da pessoa. Há quem seja muito sensível à luminosidade e à exposição ao sol e quem só precise de alguma proteção quando vai à praia, por exemplo.
Mas, perguntarão, o que é que tudo isto tem a ver com a presença de turistas? Bom, em termos de passeio diário, pouco ou nada, a menos que viva num dos bairros de visita “obrigatória” para quem nos visita.
Mas que tal aproveitar o bom tempo para ir um pouco mais longe e visitar museus e monumentos? Haverá bastante gente em muitos deles, há sempre, mas nada que se compare com o que acontece em pleno verão.
E que tal fazer uma espécie de turismo interno? É muito simples. Escolhido o local a visitar faz-se uma pequena pesquisa para ver qual o modo mais interessante de lá chegar. Ou seja, em vez de ir simplesmente de A a B, fazer um percurso mais longo – bom, estou a partir do princípio que vai usar transportes públicos ou que o local se presta a um pequeno passeio a pé na zona.
Mas não se limite aos locais que todos conhecem. Consulte a página da sua Câmara, fale com pessoas, enfim, pesquise um pouco para ver se há na sua zona locais menos conhecidos mas que, garanto, às vezes são tão ou mais interessantes do que os que estão em todos os guias turísticos.
Não se esqueça de verificar em que dia fecham – a maior parte é à 2.ª feira, mas há exceções – e também se têm algum dia da semana com entrada gratuita. Há ainda locais que só abrem um ou dois dias por semana ou que só são visitáveis mediante marcação.
Mas aqui para nós, esta pequena pesquisa pode ser bastante interessante e é sempre boa ideia ter uma ideia prévia do que se vai ver, assim podemos concentrar-nos mais uma vez no local.
Como última nota, embora a maior parte das festas ditas populares decorra no verão, também aqui há exceções, por isso, informe-se, podem ser uma variante agradável à rotina diária. E isto sem falar em feiras e mercados, há imensos e por todo o país e são sempre uma alternativa agradável a uma ida à mercearia ou supermercado.
Para a semana: Idadismo. Pois, um palavrão para a discriminação dos idosos.