Hoje irei falar de um outro modo de combater a solidão e a sensação de isolamento que muitos sentem quando se veem sozinhos a partir de uma certa idade. Sim, sair, conviver, ter amigos, tudo isso é altamente desejável, mas sejamos sinceros, nem todos têm disposição para o fazer ou condições físicas que o permitam com uma certa regularidade.
Proponho, aqui, duas alternativas. E aposto que já adivinhou uma delas, sim, animais de estimação.
Inúmeros estudos têm provado que a presença de um animal de estimação traz imensas vantagens físicas, emocionais e psicológicas. Há até hospitais e centros de idosos em muitos países que os têm – ou que, pelo menos, organizam visitas diárias – precisamente pela rápida melhoria que provocam.
Vejamos algumas dessas vantagens:
Fazem aumentar a atividade física, sobretudo caso se trate de um cão... sim, a tal saidazinha diária para evitar “acidentes”.
Melhoram a saúde emocional. Estudos têm provado que ajudam a minorar ou, até a impedir crises depressivas.
Aumentam a boa disposição. Por muito que o neguemos, acabamos sempre a falar com o dito animalzinho e há ainda as peripécias engraçadas em que muitas vezes se envolvem e que nos trazem uma bem necessária dose de humor.
Rotinas. Para quem é resistente a criar rotinas na sua vida, com um animal em casa não tem outra opção. É que quando chega a hora de comer, não querem ouvir desculpas. E não só, há todos os cuidados a dar-lhe, ver se tem água, etc.
Só que, obviamente, nem todos os animais são adequados a todos os que “vão para novos”. Vejamos, pois, algumas indicações.
Mas antes de começar, lembro que qualquer animal acarreta despesas, quanto mais não seja com a alimentação. E, dependendo do bichinho em questão, pode haver vacinas, licenças, um chip... Direi também que não falo em raças, sou grande adepta de tentar adotar animais abandonados. Precisam de um lar tanto como a pessoa adotante precisa de companhia e já foram castrados, vacinados e, de um modo geral, vistos por um veterinário (convém, no entanto, confirmar este facto).
Comecemos, pois, pelo animal que vem logo à mente quando se fala deste assunto, o cão, claro está.
Se não tem problemas de mobilidade, pode realmente ser a escolha ideal. Como tem de ir, impreterivelmente, à rua duas vezes por dia, faça chuva, faça sol, isso vai obrigá-lo a ter alguma atividade física. E, como expliquei em posts anteriores, caminhar é uma belíssima atividade em qualquer idade mas sobretudo quando os aninhos já pesam.
Pode, também, proporcionar boas oportunidades de convívio, se o levar a um parque ou lugar similar é inevitável que, mais cedo ou mais tarde, entre em contacto como outros “passeantes”, quanto mais não seja por uma imposição, digamos, dos ditos companheiros que, esses, não têm o menor problema em criar logo novas amizades – ou inimizades.
Uma pequena recomendação, um cachorrinho pode não ser a melhor opção. Qualquer que seja a raça, ou falta dela, têm sempre imensa energia e essa sua necessidade constante de ação – e os desmandos que fazem, claro – podem levá-lo a desistir da ideia, sobretudo se nunca tinha tido um cão.
Quando o escolher, pense também no tamanho da sua habitação, na sua capacidade de o levar a dar longos passeios e na existência de lugares perto de si onde possa correr à vontade sem problemas. É que também temos de pensar no seu bem-estar.
Passemos, agora, aos gatos. Sei que têm fama de distantes, de não ligarem às pessoas, mas a verdade não podia ser mais diferente. São, até, considerados a companhia ideal para quem tem pouca mobilidade. À parte comida, água e mudança da “areia”, não precisam de mais cuidados. E, enorme vantagem, dormem 18 horas por dia, adorando fazê-lo junto ao “seu” humano ou até em cima dele. E o ronronar de um gato é do melhor que há para acalmar o stress.
E seja cão ou gato, se o for buscar a uma instituição, fale com o pessoal, explique o seu estilo de vida e o que mais lhe agrada e verá que terão sugestões para si.
Há ainda outros animais em que poderá pensar. Pássaros, por exemplo, ficam mais baratos, exigem poucos cuidados e, bem escolhidos, podem ser uma ótima companhia. Ou peixes, olhar para um aquário reduz muito o stress – bom, se não for como eu, que não os consigo manter vivos... Quanto a coelhos, cobaias ou animais mais exóticos, bom, são caros e dão bastante trabalho. Há sempre as tartarugas, claro, mas sejamos sinceros, não são grande companhia, pois não?
Falemos agora, rapidamente, de plantas. Não são tão boa companhia, apesar de se poder à mesma falar com elas, mas são uma boa ocupação.
Para plantas de interior, veja este artigo e também este aqui.
Mas se tem uma varanda ou terraço, já pensou em ter algo que agora está muito na moda, uma horta em casa? E não me refiro apenas a ervas aromáticas, pode até ter alface, tomate, pimentos...
Aqui vai um artigo sobre como cultivar uma horta na varanda.
E um outro, com bons conselhos que se aplicam também a quem tem um quintal.
E este é o meu favorito, porque responde à pergunta que muitos fazem, “A minha varanda é minúscula, como posso ter uma horta?” Pois bem, com a chamada horta vertical, em que se aproveita a parede, ou paredes, para suspender recipientes com as plantas. E nos exemplos dados, são até coisas que se costumam descartar, como garrafas plásticas.
Pode não conseguir abastecer-se a sério, mas é uma boa distração, incentiva a mexer-se e garanto que sentirá uma tremenda satisfação ao comer uma pequena alface que foi cultivada por si!
Vamos, não hesite, rodeie-se de coisas vivas, nem que seja apenas um vasinho comprado no supermercado!
Para a semana: Seria bom... Coisas que seria bom haver onde aprender