Ir para novo

Considerações gerais, ideias, projetos e muito mais para quem está a "ir para novo".

201 - Grande calor

Alguns cuidados a tomar, sobretudo por parte de quem vai para novo.

Mudei, mais uma vez, o tema proposto para esta semana face à onda de calor que se abateu sobre o nosso país e que afeta, sobretudo e mais gravemente, quem vai para novo. Quanto à outra catástrofe, esta, infelizmente, anual, escrevi sobre ela em A propósito dos incêndios, em que falo, nomeadamente, na perda de recordações insubstituíveis e que dói, às vezes, mais do que o desaparecimento de bens mais monetariamente valiosos.

Também não é a primeira vez que falo de calor. Em E é verão falei de alguns problemas de saúde provocados pelo calor e pelo sol. Voltemos a falar de calor foi mais dedicado à hidratação, interna e externa, protetor solar, saídas, refrescar a casa e alimentação – com algumas saladas diferentes e nutritivas. Finalmente, e como o título indica, em Tanto calor, nem apetece comer! falei novamente de saladas, mas também de sopas frias e de smoothies, entre outras coisas.

O post de hoje vai ser multifacetado, englobando a casa, saídas, cuidados pessoais e alimentação.

Comecemos pela casa. Se tem climatização central ou ar condicionado em várias divisões, parabéns, pode saltar esta parte. Mas para o resto dos mortais, manter a casa razoavelmente fresca pode ser complicado. O ideal é abrir as janelas durante a noite / madrugada, quando a temperatura exterior é mais fresca, e fechá-las, juntamente com as persianas a partir das 8 ou 9 da manhã. A casa fica na penumbra – bom, pode deixar as persianas um bocadinho abertas, o suficiente para entrar alguma luz – mas assim, mesmo sem vidros duplos, impedirá que uma boa parte do calor exterior entre.

Se tem apenas um climatizador, ventoinha ou similar, não tente refrescar a casa toda. Concentre a sua atividade numa ou duas divisórias, fechando as restantes. E, à noite, pode mudar o tipo de lâmpadas que usa para ter a ilusão de que está mais fresco – para o inverno, aconselhei luz “quente”, agora o ideal é ter luz “fria”, mais esbranquiçada. Basta olhar para a embalagem da lâmpada, traz uma indicação da temperatura em graus Kelvin. Quanto mais baixo for este valor, mais branca é a luz. Sendo assim, opte, para o verão, por luz neutra (de 3000 a 4000 K) ou, até fria (acima de 4000 K).

Se mesmo assim a sua casa for um forno durante uma boa parte do dia, pense em alternativas. Se a sua cidade é das que tem centros climatizados para fazer frente a vagas de calor, informe-se da sua localização e explore uma ida até lá. E se tem um parque com árvores e bancos perto de si, prepare um lanche, incluindo algo fresco para beber (numa bolsa térmica, claro, há-as agora de todos os tamanhos), pegue num livro, revistas, malha, rádio ou outra distração e vá para lá durante as horas mais quentes do dia – sem esquecer chapéu e protetor solar, claro. Pode ir mudando de sítio enquanto ali está ou tentar, até, outros parques, tendo em conta a facilidade de acesso para si. E quem sabe, poderá até criar novos amigos também à procura de fresco.

Quanto a cuidados pessoais – e para o caso de não ter lido um dos posts acima indicados – não se esqueça de hidratar a pele. Já basta a secura do ar, não a queremos ter também no corpo! E use e abuse do protetor solar sempre que puser o nariz fora da porta.

O que me leva ao passo seguinte, exercício. Sim, com tanto calor, só ouvir falar disso faz-nos transpirar. Mas – e falo por experiência própria – de manhã cedo é bem agradável ir caminhar um pouco. Saio por volta das 6h30, de modo a estar de volta antes das 8, quando começa a aquecer. Acredite, está fresco, quase não se veem pessoas e carros, é mesmo muito bom.

Finalmente, a alimentação. Sobretudo nos dias mais quentes, compensa ter coisas no congelador que permitam montar uma refeição sem ter de cozinhar. Dei vários exemplos num dos posts acima, como camarão cozido, carne assada, leitão, galinha assada, grão-de-bico, favas e massas (cozidos, claro), tudo coisas que pode incluir numa salada montada em pouco tempo.

Há também as sopas frias, que não se restringem ao gaspacho. Para além dos dois sites indicados anteriormente, há também, entre muitos outros, este, este, este e este (a de beterraba é muito boa).

Quanto a bebidas, para além dos chás indicados anteriormente, que tal dar mais sabor à água com cubos de gelo diferentes? Experimente congelar em cuvetes sumo de frutas ou frutas trituradas e usar em vez dos convencionais cubos de gelo. Ou esta versão, particularmente refrescante, em que se adiciona à água sumo de limão e gengibre ralado, congelando, depois, em cuvetes.

Mas para se refrescar e nutrir ao mesmo tempo, que tal um granizado? Há inúmeras versões na Internet, algumas bem complicadas, mas é uma daquelas coisas em que o ideal é ir experimentando. Basicamente, comece por congelar fruta – morangos, manga, pêssegos, abacaxi, enfim, o que quiser. Para além de ser um modo de a aproveitar quando a tem em quantidade, se for usada congelada o granizado fica mais cremoso.

E basta pôr no liquidificador alguma fruta congelada, um pouco de água ou sumo (não abuse, ou o resultado será muito aguado) e muito gelo. Depois é só triturar tudo até obter uma textura tipo flocos, verter o resultado num copo, adicionar uma palhinha e já está! Já agora, se o seu liquidificador tiver a função Pulse, use-a, o resultado será melhor.

Muitas das receitas que vi incluem açúcar ou mel – ou, até, leite condensado – mas se usar apenas fruta e gelo o resultado será mais refrescante. Mas fica ao gosto de cada um e, repito, não se fique pelas receitas que há por aí, improvise: se não gostar do resultado, bom, o prejuízo não é grande.

Enfim, a ideia é tornar a tarefa de se hidratar algo divertido – e saboroso – em vez de ir bebendo água por frete.

Para a semana: É oficial, este país não é para idosos. O uso e abuso de coisas feitas online e não só.

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