Já falei de verão anteriormente, em E é verão, em que mencionei alguns dos problemas que afetam quem vai para novo e dei algumas dicas e conselhos para passar bem esta estação do ano. Mas já lá vai algum tempo e, atendendo a que estamos a passar por uns dias tórridos, achei boa ideia voltar ao assunto. Recomendo, no entanto, a leitura / releitura do post acima mencionado, uma vez que irei tentar não me repetir muito.
Mas as primeiras recomendações serão, inevitavelmente, as mesmas, a começar pela hidratação, interna e externa.
Por interna refiro-me, claro está, a beber muitos líquidos. É a eterna campanha de verão, mesmo assim todos os anos há problemas de desidratação mais ou menos graves em idosos. Sim, sei bem que para quem não está habituado beber dois litros de +agua por dia é um grandessíssimo frete, para falar bem e depressa.
Mas tal como referi no post citado, há alternativas à sensaborona água. Chá frio, por exemplo. Já há embalagens de chás de sabores diversos que se preparam com água fria e são bastante agradáveis. E pode-se sempre preparar uma boa dose de um chá favorito – ou de uma mistura de chás, Rooibos e Limão, por exemplo – que se mete numa garrafa grande, mais ou menos diluído e que se pode ter sempre na geleira – ou num sítio fresco.
Acrescentar umas gotas de sumo de limão torna, também, a água bem mais agradável. E relembro que há frutas que contêm muita água, como melancia, melão e pera – que tal ter uns pedaços num prato ao seu lado para ir petiscando durante o dia?
Só mais uma coisa, se costuma beber sumos de compra, dilua-os com bastante água, ficam bem mais saudáveis – mesmo os chamados Light.
Quanto à hidratação externa, bom, o calor e o sol tendem a secar uma pele que, com a idade, já tem tendência para isso. É, pois, a altura ideal para usar um bom creme em todo o corpo – para saber como pode, facilmente, pô-lo nas costas, dei uma boa dica em Cuidados pessoais.
E por falar em sol, vale a pena repetir os conselhos de sempre: usar um bom protetor solar – se tem pele muito sensível ao sol opte por um para bebés ou crianças pequenas – e nunca sair sem levar um chapéu de abas largas que proteja a cara. E, como disse anteriormente, roupas mais leves e em camadas, é usual pessoas de uma certa idade terem sempre frio, assim, se o calor atacar a meio de uma saída, há a possibilidade de retirar alguma peça de roupa. E se costuma usar roupas muito justas e de tecidos que não respiram, talvez seja altura de rever o seu guarda-roupa.
E evitar, claro, as horas de maior calor, sem esquecer que isso pode variar de dia para dia, às vezes as manhãs são frescas e o fim de tarde abafado, outras vezes é o contrário. Mas não use o calor como pretexto para passar o dia no sofá – ou na cama. Procure, por exemplo, um parque perto de si, com o horário alargado de verão poderá ir já bem à tardinha.
Passemos à alimentação. Quando o calor aperta, nem sempre apetece comer – e muito menos cozinhar... Mas não caia na armadilha de “jejuar”, há boas alternativas que o manterão bem nutrido sem muito trabalho. E sim, como já tenho referido, nutrição e alimentação não são necessariamente sinónimos.
Saladas, por exemplo. E não me refiro a uns pedacinhos de alface com tomate, há inúmeras hipóteses que constituem uma refeição completa. E é aqui que compensa ter certos ingredientes congelados em doses pequenas. Como fusili, cozo sempre a mais precisamente para ter alguns saquinhos no congelador para usar no wok ou numa salada.
Ou favas, cozo um pacote inteiro e nem é preciso separar, basta secá-las muito bem e, durante a congelação, ir batendo com o saco para as soltar. Frias ou quentes dão uma boa refeição, por exemplo, uma salada de favas com couve-roxa ripada, tudo temperado com azeite e vinagre de vinho tinto (ou outro) – e lembro que as favas contam como proteína.
Ou camarão cozido, é um bom acrescento a uma salada – já agora, pode-se comprar na promoção de fim de prazo e congelar de imediato, fica bom e bem mais barato...
Basicamente, pode-se fazer uma salada de quase tudo. E há ingredientes que são muito versáteis, funcionam frios, mornos ou quentes. Como a quinoa, que já tenho referido, ou cuscuz. Ou, até, arroz.
E pode sempre ir experimentando, transformando em refeições frias coisas que só costuma comer quentes. Se gostar, ótimo, caso contrário, pode sempre aquecer. E se sente a falta de algo quente, coma uma sopa à noite. Ou uma papa ou cereais com leite quente. Costuma refrescar ao anoitecer, apetece, pois, mais algo não frio.
Acima de tudo, é a época do ano ideal para pensar, quando cozinha, será que posso fazer mais para congelar?
Finalmente, repito aqui alguns conselhos que dei no post citado em relação à sua casa. Tente refrescá-la o máximo durante a noite. Se vive numa zona ventosa durante o período noturno, veja como pode prender as janelas de modo a não baterem subitamente, acordando-o, sobressaltado.
Se possível, troque o duche matinal por um ao fim do dia ou até ao deitar. Faz sentido, “limpa” o suor do dia e deixa-nos frescos para uma noite bem dormida. Tente, também, ter uma ventoinha ou ventilador para ajudar a mover o ar dentro de casa. Mas coloque-o alto – bom, o ventilador – uma vez que o ar frio desce. E tente não pôr o ar a bater-lhe diretamente, não é, de modo algum, uma situação ideal.
E pronto, bom verão!
Para a semana: Há vida depois da reforma, I. Alguns modos de aproveitar ao máximo a época de lazer após a reforma