Ir para novo

Considerações gerais, ideias, projetos e muito mais para quem está a "ir para novo".

14 - Exercitemo-nos

Como mencionei anteriormente, a atividade física é um fator importantíssimo para se conseguir um “ir para novo” saudável e com menos problemas.


O problema é que quando se fala nisso as pessoas imaginam logo ginásios, exercício a sério, enfim, complicações a que poucos estão dispostos. Há ainda um outro fator, é que a nossa sociedade não está muito habituada a trabalhar ou manter a forma física. Sejamos sinceros, para muitos a última vez que fizeram algo nessa área foi nas tristemente célebres aulas de ginástica – ou de educação física, posteriormente – a que se tentava sempre escapar com desculpas mais ou menos patéticas.


Só que a prática de atividade física é benéfica em qualquer idade mas, sobretudo, para quem já não é um “pintainho”. Entre outras vantagens, pode aliviar as dores da artrite, fortalecer os músculos – o que facilita os movimentos – e até, evitar certas doenças crónicas como a pressão alta.


E é tão simples de pôr em prática!


Neste post irei do mais simples para o mais complicado, apresentando vários links e atividades possíveis.


Para começar, que tal pôr em prática alo que se recomenda a quem trabalhar à secretária, nomeadamente com computadores? Refiro-me, claro está, ao conselho de a pessoa se levantar ao fim de uns 50-60 minutos e dedicar uns minutinhos a caminhar e esticar os membros.


Acontece que quem já está na reforma tem a tendência de passar horas a ver televisão ou a ler, praticamente sem se mexer. E, com o passar do tempo, começa a sentir-se “perra”, é cada vez mais difícil levantar-se e caminhar um pouco.


Sendo assim, proponho que haja pausas na atividade que está a exercer sentada. Levante-se, dê uma volta pela casa, enfim, mexa-se. E mesmo que já esteja com dificuldades de movimentação verá que com a continuação ser-lhe-á bem mais fácil mover-se.


Já agora, um conselho que poderá parecer estranho, mas que acaba por ser bem útil: espreguice-se. Mas não timidamente, com o máximo de amplitude dos seus movimentos. Se tem um gato – se não o tem, não faltam filmes deles na Internet – inspire-se nos seus movimentos quando acordam ou mudam até de posição.


Avançando um pouco, passamos às caminhadas. Se está habituado a fazê-las, parabéns, continue. Mas se não é uma sua atividade usual, talvez seja altura de começar. Não me refiro a caminhadas a sério, a passo acelerado e tudo isso, pense nelas como sendo apenas um passeio alongado. Dê uma volta pelo seu bairro, por exemplo, escolhendo percursos diferentes de vez em quando para não se fartar. Comece com distâncias curtas, que irá alongando à medida que se habitua. O ideal seria fazer no mínimo 30 minutos 3 vezes por semana, apesar de eu achar que períodos diários mais curtos são mais úteis para quem está a começar.


E nem precisa de equipamento especial! Basta escolher um calçado cómodo – a ideia é apreciar o passeio e não passar o tempo todo a pensar nos pés. Escolha também a hora a que o faz, ou seja, no verão evite os períodos de maior calor. Vai ver que ao fim de pouco tempo começará a gostar e a alongar cada vez mais a sua caminhada.


Uma coisa que agora está muito na moda é fazer o chamado “exercício sentado”. Há inúmeros vídeos no YouTube, muitos deles dedicados até a idosos. Pessoalmente, gosto destes dois, que são do mesmo treinador, Aurélio Alfieri – já agora, subscrevendo o canal, ele está sempre a publicar vídeos novos.


Aqui vão dois dos links: https://www.youtube.com/watch?v=49E33qYS-Ms


e https://www.youtube.com/watch?v=49E33qYS-Ms


E se tem familiares mais novos, tente que os façam consigo numa fase inicial e isto por duas razões: é sempre mais divertido fazer atividade física com outras pessoas e, se não está habituado a esforços deste tipo, é boa ideia ter alguém consigo para o caso de algo correr mal.


Há também o chamado “ioga na cadeira ou no sofá”. A ideia é a mesma e também aqui há muitos vídeos no YouTube, mas nem todos virados para, digamos, os não muito novos. Escolhi três links, todos mais ou menos “leves”:


Cainara: https://www.youtube.com/watch?v=rUNz64PNtyY


Mais leve: https://www.youtube.com/watch?v=ZXA4H7Ydzyg


Leve: https://www.youtube.com/watch?v=kZ9lGK2C7IU


Não sei se repararam, todos estes links, tal como os do exercício sentado, pertencem a brasileiros...


Se quer algo mais aventureiro, pesquise a zona onde vive. Há muitos centros paroquiais e até ginásios que têm sessões para idosos e muitos propõem uma aula de apreciação inicial.


Investigue também a hipótese de fazer Pilates, ajuda com a circulação e melhora a flexibilidade e o equilíbrio. E há vários tipos, por isso só com um contacto pessoal saberá se o que propõem é o “certo” para si.


Há também centros com piscina que proporcionam hidroginástica. Tanto esta como a natação são aconselháveis a pessoas menos novas, até porque têm pouco impacto na coluna.


Uma última coisa, Tai Chi. É muito popular por toda a Ásia, o que é normal uma vez que surgiu na China. Já viram, com certeza, filmes ou documentários em que se veem pessoas num parque ou numa praceta a fazerem certos movimentos lentos em conjunto. Há muitas empresas por esses lados em que o dia laboral começa com uma sessão desta arte marcial não combativa.


Começa a espalhar-se mais por estes lados, mas ainda não está muito divulgado, o que é uma pena. É que para além das vantagens físicas, é também ótimo para reduzir o stress e ajudar a minorar a depressão. Mesmo assim, informe-se na sua zona, quem sabe, poderá ter sorte. Há livros com as imagens dos exercícios básicos mas, se quiser ver como é ou, até, começar a tentar praticá-lo, aqui fica um link: https://www.youtube.com/watch?v=QFgy-3kKc_o


E pronto, como veem, sugestões para todos os gostos. Mas mesmo que nada do que aqui disse lhe agrade, tente arranjar algo mais a seu contento e que o force a mexer-se. Lembre-se, nesta área, aplica-se plenamente a célebre frase “Parar é morrer”. Bom, pode não ser morrer, mas é, no mínimo uma vida menos agradável e, acima de tudo, muito menos autónoma.


Para a semana: Refeições para um –  Algumas sugestões e truques para evitar o célebre “só para mim não vale a pena!”

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