Ir para novo

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215 - Comer bem no inverno

Satisfazer corpo e alma mas mantendo uma boa nutrição.

O inverno parece ter chegado mais cedo, pelo menos para já, decidi, pois, falar de como podemos comer bem durante esta época do ano. E por bem refiro-me, claro está, a ter uma boa nutrição e não, necessariamente, a comer “à farta” – falei especificamente em nutrição e nutrientes Nutrição Parte 1 e Nutrição Parte 2. Recomendo, também, a leitura / releitura de Alimentos de inverno. A nutrição é sempre importante, mas sobretudo este ano em que parece que vamos ter uma época feroz para gripes, a avaliar pela amostra.

Com a enorme variedade de produtos à venda atualmente, de produção local ou importados, não há nenhuma razão para não termos uma alimentação muito variada e nutritiva. Exceto, claro está, cairmos no hábito de fazermos sempre as mesmas coisas, ano após ano.

Lembro, aqui, resumidamente, as “qualidades” das frutas, vegetais e legumes da época:

- Citrinos; ricos em vitamina C

- Maçãs e peras; têm muita pectina, o que ajuda com os intestinos

- Banana; tem muito magnésio e potássio e é uma fonte rápida de energia

- Kiwi; um pouco mais caro, mas tem mais vitamina C do que muitos citrinos, para além de potássio e fibras

- Dióspiros (ambas as variedades); muita vitamina A, fibras e antioxidantes;

- Couves, incluindo couve-flor, brócolos e couves de Bruxelas; muito ricas em vitamina C

- Hortícolas verdes, como grelos e nabiças; muita fibra e cálcio

- Abóbora; vitamina C e A

Aproveite também as muitas variedades de nozes, não só para juntar aos pratos que cozinha mas também como petisco entre refeições.

Como vê por esta lista, não temos de nos limitar ao velho sumo de laranja para consumir mais vitamina C, muito útil no inverno.

Quem me lê habitualmente sabe que adoro variar. Sou, também, grande fã de usar restos e de fazer quantidades maiores de tudo (bom, quase tudo) para congelar ou guardar o que sobra para usar noutro dia. Mas as duas coisas não são tão antagónicas como pode parecer à primeira vista.

Sopas, por exemplo.

Pode-se criar uma espécie de base de sopa, a que se acrescentam outros elementos de cozedura rápida na altura de a aquecer. Por exemplo, um creme de abóbora – ou de abóbora e cenoura – que se faz variar juntando, quando o aquece, espinafres, grão-de-bico já cozido, alho-francês... Ou seja, apesar de o sabor básico ser o mesmo, terá sopas diferentes.

Também o corte caldo verde não tem de ficar restrito à sopa com o mesmo nome, pode ser usado em muitas outras – até na de abóbora. E muitas outras couves podem ser cortadas finas para cozerem em minutos. Já agora, sabia que a alface não tem de ser só para saladas?

Experimente combinar vários sabores – e nutrientes. Mais ainda, ao fazer a base da sopa pode cozer lá dentro carne de vaca e / ou de frango. Largará muitos dos seus nutrientes, tornando a sopa mais alimentícia e pode sempre depois usar a carne noutros pratos – ou até esfiada na própria sopa.

E quer uma sopa mesmo diferente e com produtos desta época? Pois bem, que tal uma sopa de castanhas e cogumelos?

Experimente, também, preparar os legumes no forno antes de os usar numa sopa, esta ficará muito mais saborosa. Funciona particularmente bem com abóbora e batata-doce. E se assar cabeças de alho simplesmente cortadas ao meio, o produto resultante tem um sabor muito mais suave, permitindo tirar proveito dos seus nutrientes (vitamina C e B6 e vários minerais) sem que se abafe todos os outros ingredientes.

Esta é também a época ideal para preparar carne em forno lento, seja porco, frango ou vaca. Quando a faço, tento garantir sempre que fique, no final, com bastante molho, que retiro e congelo separadamente em saquinhos – devido ao modo de cozedura, tem muito sabor e nutrientes concentrados e juntar um pouco a um guisado é bem melhor do que um caldo de carne. E pode usar a carne em vários pratos, incluindo guisados, permitindo-lhe obter um resultado bom e bem mais rápido.

E por falar em guisados, estes também permitem preparar uma espécie de base em maior quantidade, usando legumes variados, base essa que irá depois permitir variantes. Mas lembre-se de que a batata não congela bem, considere-a, pois, um acrescento – mas se lhe der uma pré-cozedura no micro-ondas, acaba de cozer enquanto aquece o resto.

E pode juntar inúmeras coisas, até peixe – neste caso, não use o caldo de assar carne... A grande ideia aqui é preparar a parte comum em cozedura lenta, retém muitos mais nutrientes e sabor. Depois, será rapidíssimo ter uma refeição boa e nutritiva ao seu dispor.

Pequeno detalhe, se quer uma textura mais aveludada, retire alguns dos legumes (sobretudo abóbora e batata-doce), triture-os e volte a juntá-los, fica bom e saudável.

Acima de tudo, não se fique pelo que conhece, experimente combinar novos sabores, nem sempre resultará, claro, mas é capas de ficar bastante surpreendido pela positiva.

Quanto a sobremesas, tente evitar as demasiado calóricas, não totalmente – não sou fã de proibições – mas tornando-as um miminho ocasional. E não faltam opções saudáveis até de clássicos pesadíssimos em termos da “linha”. Este site, por exemplo, que acho muito bom, tem até versões saudáveis de serradura e de mousse de chocolate (feita com abacate e cacau). Como vê, se os doces são a sua perdição, não tem de abdicar totalmente deles.

E fruta também, não precisa de comer sempre a mesma maçã crua ou assada – ou gastar um balúrdio em fruta importada ou de estufa. Se gosta delas assadas, tente variar o modo como as prepara, misture-as com peras – é melhor cortando ambas aos bocados, os de pera bem maiores uma vez que cozem mais rápido – ou junte-lhes nozes, passas, vinho do Porto, enfim, experimente.

Já agora, o site acima indicado também tem versões muito menos calóricas de chocolate quente...

Para a semana: Voltemos à saúde. Alguns sinais a que estar atento e cuidados preventivos para se viver melhor

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