Ir para novo

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213 - Precauções para o inverno

Sim, ainda estamos no início do outono, mas é sempre bom precavermo-nos.

Afinal a pausa acabou por ser de três semanas devido a uma forte gripe que me atacou precisamente quando ia retomar a minha atividade normal. E um pouco por causa disso decidi alterar o tema desta semana. Uma boa parte do que aqui direi já foi mencionado em posts anteriores, nomeadamente em Viver bem o inverno, mas acho importante voltar a referi-los. E sim, sei que ainda só estamos no outono, mas o mau tempo pode surgir de um momento para o outro, bem como alguma maleita sazonal que nos altere totalmente a vida.

E é precisamente por aí que vou começar.

Quer seja pelo tempo quer por alguma doença, uma gripe, por exemplo, poderemos não conseguir sair de casa durante alguns dias. Bom, “não conseguir” poderá não ser a expressão correta, a menos que haja um furacão ou um nevão a sério nada nos impede de ir à rua. Mas uma das grandes vantagens de ser longevo é, precisamente, não ter de sair diariamente para o emprego, faça chuva ou faça sol. Sendo assim, porquê fazê-lo, arriscando-nos a adoecer ou a uma queda se o chão estiver escorregadio?

O problema é que há necessidades que não perdoam, como medicamentos ou a alimentação, por exemplo. Sendo assim, que tal tomar algumas precauções para não se ter de ir à rua quando isso não é nada apetecível? Se toma medicamentos regularmente, não os deixe chegar quase ao fim antes de aviar a receita com as novas doses. Tente, também, ter em casa o mínimo necessário para tratar uma gripe, como gotas para o nariz, pastilhas para a garganta, xarope, etc.

Quanto à alimentação, a menos que receba refeições em casa ou tenha alguém que o possa abastecer (é claro que isto também é válido para os medicamentos) é uma boa altura para garantir que tem reservas para alguns dias, sobretudo das coisas que mais usa diariamente. Pão, por exemplo, pode sempre ter algum congelado para as “emergências”. Ou leite. Até mesmo fruta, sim, a congelada pode não saber ao mesmo mas pode sempre convertê-la num batido ou comê-la transformada – cozida com açúcar, por exemplo.

É também uma boa altura de passar uma revista mental à sua casa, com base na sua experiência de anos anteriores, de modo a poder mudar, se possível, as coisas que mais o incomodaram.

Por exemplo, se não tem vidros duplos e as janelas deixam entrar muito frio, pense seriamente em investir em cortinas bem grossas e pesadas, de preferência até ao chão, que poderá fechar mal comece a anoitecer. E se é um investimento demasiado grande, pense nas divisões que mais usa no dia-a-dia e comece por elas. Aliás, se a sua casa é fria, pense em manter fechadas o máximo possível as divisões que pouco ou nunca usa.

Veja, também, se o seu aquecedor está funcional, poderá precisar dele de um momento para o outro. E se é dos antigos, investigue os novos no mercado, são muito mais leves e económicos – agora até é boa altura, vem aí a chamada Black Friday que, para algumas cadeias de lojas, dura todo o mês de novembro. O mesmo se aplica a um aquecedor de quarto de banho, se ainda não tem um é altura de pensar muito a sério na sua aquisição, verá que tornará a sua higiene pessoal muito mais agradável.

E caso ainda não os tenha, lençóis de flanela dão muito mais conforto para dormir, sobretudo se os usar juntamente com um cobertor elétrico ou uma botija (de água quente ou elétrica), evitando ter um monte de roupa sobre si.

Passemos à roupa e calçado. Há muitas pessoas que o fazem mas, se não pertence a esse grupo, é uma boa altura de pôr mais à mão a roupa de outono / inverno enquanto guarda a do verão. Mas não se fique por aí, analise-a. Veja se precisam de ser lavadas, em casa ou a seco. Mais ainda, verifique se estão ainda em bom estado, quer para uso em casa quer para uma saída. E seja inflexível, de nada lhe servirá ter um armário cheio de roupa se não a puder usar.

Como tenho dito, para um longevo as prioridades deverão ser o conforto e a adequação ao uso a que se destinam. Em vez de uma dúzia de camisolas fracas e que não o aquecem mais vale ter duas bem quentinhas. E mesmo se não gosta de usar calças, pelo menos em público, pense em comprar umas quentes para quando está em casa. Sem esquecer umas boas meias, não faltam opções.

Acredite, se o seu corpo estiver quente e confortável a sua disposição irá também melhorar.

Quanto ao calçado, não se esqueça de que não dura para sempre, sobretudo se for bastante usado. Para sair, solas com boa aderência e um formato que não lhe faça doer os pés ao fim de algum tempo – outra das vantagens de ser longevo é não precisar de andar na moda... E para casa, escolha algo quente e muito confortável, lembre-se, com a idade vamos sentindo mais o frio.

Por isso é boa ideia ter algo para cobrir a cabeça quando sai, seja um chapéu ou outra coisa, é por lá que perdemos muito calor corporal. Quanto às luvas, não se esqueça que as de lã, a menos que tenham uma malha muito apertada, deixarão entrar o vento frio, pense nisso ao escolhê-las.

Finalmente, a atividade física. Não sair de casa porque o tempo está mau não pode servir de desculpa para passar os dias no sofá sem fazer nada ou, pior ainda, na cama – é claro que, se estiver doente, a situação é outra. Ou para se aborrecer de morte a olhar para um televisor só para ter a ilusão de estar a fazer algo.

Já tenho dado muitas sugestões, tanto de atividades como de exercício, por exemplo, em Exercício no inverno e Preparemos o inverno. A ideia básica é ter alguns planos de reserva, vários e variados, a que possa recorrer quando precisar de algo que lhe ocupe os dias de tempo no mínimo desagradável.

Para a semana: Voltemos à saúde. Alguns sinais a que estar atento e cuidados preventivos para se viver melhor

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