Desta vez, e ao contrário de um post anterior, Sejamos ativos, vou falar apenas de atividades a fazer dentro de casa.
Uma vez passada a chamada “época ativa” da nossa vida, ou seja, o período estudantil e laboral, temos tendência e ir ficando cada vez mais por casa e cada vez com menos vontade de fazer seja o que for. Sim, havia miríades de projetos, sabem, “quando me reformar terei tempo para fazer isto ou aquilo...”
Infelizmente, e muito devido à passagem abrupta de atividade total a lazer a tempo inteiro, poucos põem em prática esses seus devaneios. E acabam, mais cedo ou mais tarde, por passar os dias à frente da televisão. Pior ainda, nem sequer lhe prestam grande atenção, é mais uma desculpa para estarem ali parado.
Mas não tem de ser assim e vou dar algumas sugestões para vos pôr a mexer. E, quem sabe, pode ser que à força de fazer coisas diversas acabem por pegar num dos tais projetos adiados “para quando tiver tempo”.
Começo devagar, precisamente com a TV. Já que está para ali sentado, que tal dar uso às mãos e à mente? A primeira proposta – e a mais fácil – é ir fazendo paciências. Parece banal, mas este tipo de ocupação, sobretudo se não optar por algo extremamente fácil, ajuda a manter a mente ágil. Um simples tabuleiro no colo ou, melhor ainda, uma daquelas mesinhas feitas para um computador portátil, uns baralhos de cartas e já está.
Outra boa atividade – e com resultados mais úteis, digamos – é tricotar. Se nunca o fez, não desespere, não faltam vídeos YouTube e sites que ensinam isso (e muito mais). Para o lançar, aqui fica um link (atenção, é do Brasil, os termos poderão, pois, ser diferentes: https://www.dicasdemulher.com.br/como-fazer-trico/
E quem diz tricotar diz bordar, croché, etc. E, repito, mesmo que nunca tenha feito nada disto, não faltam sites a ensinar o básico.
Já ouviu falar em origami, a arte japonesa de dobrar papel? Pois aí está uma outra boa ocupação para mãos e mente enquanto vê televisão (e não só). Este link mostra-lhe o básico: http://www.comofazer.org/lazer/como-fazer-origami/
Mas se tem gosto por trabalhos manuais, descobri este site da Deco com boas ideias: https://www.deco.proteste.pt/familia-consumo/ferias-lazer/dicas/ideias-trabalhos-manuais-casa
E há sempre a hipótese de fazer um puzzle, mais uma atividade que ocupa a mente e mantém a destreza manual. Se nunca fez nenhum, sugiro que comece por volta das 1500 peças e com um desenho não muito complicado... Ou de recordar a infância e montar miniaturas de carros, aviões e muitas outras coisas desse género, cada vez há mais hipóteses nesta área.
Outra boa atividade seria rever os seus velhos álbuns fotográficos. Mas não se limite a olhar para eles, pegue num bloco e vá identificando pessoas, lugares, acontecimentos ligados à foto que estiver a analisar, ou seja, use-a como pretexto para uma verdadeira viagem ao passado.
E que pode ser complementada com as duas propostas seguintes.
Já ouviu falar de scrapbooking? O termo significa, literalmente, livro de recortes, mas é muito mais do que isso. Para além de foto, recortes e outro tipo de imagens, usa todo o tipo de “acessórios”, digamos, para embelezar cada página. Se quiser saber mais, aqui tem três links básicos sobre esta atividade tão na moda nos EUA:
- https://blog.grafittiartes.com.br/scrapbooking-o-que-e-isso/
- https://www.artecompapel.com/wp/o-que-e-scrapbook/
A segunda atividade que também está, de certo modo, relacionada com rever fotos antigas é escrever / gravar as suas recordações. Não me refiro a começar um calhamaço intitulado “A minha vida” mas sim ir anotando episódios à medida que os recorda. Há gravadores ativados por som ou pode, simplesmente, usar o seu telemóvel. Sei que há várias aplicações que convertem o que dizemos em texto, como o Voice Notebook, mas não posso dar nenhuma recomendação – é que em inglês há inúmeras que resultam maravilhosamente bem mas em português, sobretudo de Portugal, nem por isso.
Pode também fazer visitas virtuais. Sim, a moda surgiu em grande durante o confinamento, mas manteve-se, para grande prazer de quem não se pode deslocar facilmente. Aqui ficam algumas indicações: Santiago Ribas – 360 Portugal, 25 museus de Lisboa com visitas virtuais, Museus do Centro de Portugal, Museus virtuais de Portugal, Palácios de Portugal, Passeios por Portugal e este site mais internacional de visitas virtuais.
E, quem sabe, pode ser que depois de ver tantas coisas bonitas se tente a sair e descobrir o que há na sua zona.
E para além dos álbuns fotográficos, pode também dedicar-se a vasculhar armários e gavetas e a fazer um inventário, digamos, de coisas interessantes que possui, adornos, objetos diversos, música, filmes, aquela peça de roupa que não lhe serve mas que guarda pelas recordações que traz...
E em termos de música, sobretudo, aposto que tem inúmeros discos e / ou CDs que não ouve há anos. Que tal uma “revisão da matéria”? E o mesmo para filmes, revistas guardadas se calhar já nem sabe bem porquê, livros, enfim, a lista é enorme.
Isto sem esquecer as possibilidades de aprendizagem que referi no post mencionado no início e em toda a atividade física, também mencionada, que pode praticar sem sair do sofá.
Deixei de fora coleções de selos, moedas, etc., quem se dedica a isto não precisa de um ímpeto adicional para lhe dedicar umas boas horas. Mas se nunca fez nada do género, pode não ser fácil iniciar-se numa destas áreas, mas há um sem fim de outras – acredite, por muito absurda que seja a coisa em que pensar, há quem a colecione!
Já agora, se vive acompanhado, há sempre jogos de tabuleiro, por exemplo, para partilhar. E não só, com um pequeno esforço inicial verá que, em menos de nada, as longas horas especados sem fazer nada se tornam uma vaga recordação do passado.
O mais importante é não entrar na rotina do não fazer nada, pode saber bem de início, sobretudo após uma vida muito laboriosa, mas lembre-se: o que é demais enjoa!
Para a semana: Apoios a sério Teremos o tipo de apoios realmente necessários?