Ir para novo

Considerações gerais, ideias, projetos e muito mais para quem está a "ir para novo".

184 - Aproveitar os dias bons

O inverno “maravilhoso” que temos tido, sobretudo durante janeiro, criaram, sem dúvida, alguns maus hábitos em termos físicos, especialmente em quem não tem de sair para ir trabalhar, por exemplo. É que, com tanto frio, vento e chuva só apetecia ficar enroscado num cadeirão, muito bem agasalhado e só nos mexendo o mínimo indispensável, para comer, por exemplo.

É claro que muitos já têm uma vida demasiado sedentária, sobretudo quando começam a ir para novos, mas um período como o que passámos afeta até os mais ativos, sobretudo se tinham a sorte de não estar numa das muitas zonas afetadas pela destruição do vento e cheias.

Mas agora que o sol voltou – espero não ter azarado... – está na altura de retomar os bons hábitos. Ou de os adotar, caso ainda não tenha enveredado por um estilo de vida mais ativo e saudável.

O importante aqui é não tentar ir logo dos 0 aos 100. Se passou um mês ou mais sem sair de casa e quase sem se mexer, é capaz de não ser boa ideia lançar-se em longas caminhadas ou grandes e cansativas sessões de exercício. Vá devagar, um pequeno passeio aqui, uns exercícios ali, até se voltar a habituar a esse nível de atividade.

E não faltam coisas para fazer.

Comece por dar prioridade a uma ida a um parque ou jardim perto de si. Já agora, se acha que não há nada na sua zona, dê uma boa volta pela sua vizinhança, é que às vezes as aparências iludem.

Por exemplo, onde vivo há longas correntezas de prédios ao longo das ruas, com algumas passagens entre eles. Seguindo por elas, deparamo-nos com pequenos jardins muito agradáveis, com bancos e tudo! Se nos limitarmos a seguir rua fora, nunca imaginaríamos o que essas fachadas escondem.

Mas se não há mesmo nada, procure os mais próximos e como lá chegar. É claro que se vive numa zona mais rural ou se tem a sorte de ter um jardim, mesmo pequeno, então está bem servido. Pode, também, planear ir passar umas horas num dos parques maiores que muitas cidades têm, muitas vezes até na sua zona central. Estão quase sempre razoavelmente bem tratados, têm bons caminhos e bancos e, às vezes, um quiosque – ou mais – para cafés, bebidas e pequenos petiscos – e pode sempre levar os seus.

E comecei por isto porque estar na natureza, em contacto com coisas verdes, faz imensamente bem ao nosso estado de espírito e ajuda a combater a depressão, tão frequente em quem já tem uns aninhos. Já agora, que tal ter também alguns vasos em casa? Não faltam conselhos sobre o que cultivar dependendo do espaço (e talento) disponível, eu própria falei disso em Coisas vivas, em que forneci alguns links para páginas com todo o tipo de conselhos.

Se vive numa cidade com transportes públicos e não tem passe, pense em adquirir um. Não é nada caro, sobretudo para quem tem mais de 65 anos e dá acesso a todo o tipo de transportes. É particularmente útil em Lisboa, tirei finalmente o meu, custa-me apenas 20 euros mensais e posso usar tudo e mais alguma coisa, autocarros, elétricos, comboios suburbanos, metro, barcos do Tejo, enfim, todos os transportes públicos em toda a Área Metropolitana de Lisboa, ou seja, em 18 conselhos!

Tirei também o célebre passe verde da Carris, o que custa 20 euros por 30 dias de uso de todos os comboios exceto o Alfa, mas como o tempo piorou logo a seguir, ainda não o usei.

É claro que ainda trabalho, tendo, pois, pouco tempo livre, mas estes dois passes permitem todo o tipo de passeios e conhecer pequenas terras ou zonas da cidade onde nunca fomos. E é de aproveitar antes que chegue o Verão, não só por a temperatura ser agora mais agradável mas também por haver menos gente em viagem.

E como apesar de estar sol os dias continuam frios, é uma bela ocasião para visitar – ou revisitar – museus. E não se esqueça que, para além de muitos terem o desconto da terceira idade, há agora a possibilidade de visitar gratuitamente 37 deles em todo o país, num total de 52 dias – tem a lista completa aqui. Mas não passe o tempo todo enfiado lá dentro, muitos têm uma boa esplanada, aproveite para se sentar um pouco ao ar livre.

Se o seu grande prazer é fazer compras, tente evitar os centros comerciais, não por eu ser contra eles mas para evitar passar mais essas horas debaixo de telha. Escolha uma zona da sua cidade com vários estabelecimentos e dê um pequeno passeio. Mesmo que não compre nada, limitando-se a ver montras, sempre apanha ar fresco e um pouco de sol. Mas atenção, verifique se a área para onde vai é considerada segura ou se é das que, infelizmente, mudaram imenso nos últimos tempos.

É claro que, apesar de ser inverno, não se esqueça de usar protetor solar se vai sair e está um dia de sol. E leve sempre um agasalho, o tempo pode mudar rapidamente e não há necessidade de apanhar frio.

E que tal uma ida à praia? Sim, a água está fria, mas nem por isso deixa de ser agradável dar um passeio pelo areal, respirar o ar do mar e contemplar aquela bela paisagem. Com a enorme vantagem de que não a encontrará pejada de gente a luta, quase, por cada metro de areia. Mais ainda, pode ir nas horas mais quentes do dia, as tais que se devem evitar durante o verão. E se a mais perto de si for frequentada por surfistas e similares, não se esqueça que muitos treinam todo o ano – ou quase. Ou seja, poderá sentar-se e observar toda aquela atividade, até mesmo levar uns petiscos para passar ali umas horas agradáveis.

Basicamente, adie para o Verão atividades mais interiores, serão bem mais agradáveis nessa altura sobretudo se essa estação for tórrida, e aproveite estas temperaturas mais amenas para apanhar o máximo de sol e ar puro.

Para a semana: “Truques e conselhos diversos. Pequenas indicações para facilitar o dia-a-dia.

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